E Daniel quase foi do Vozão

Publicado em 04/05/2015

Sobralense 2

“Não era o certo”, completou Daniel Sobralense.

O camisa 10 do Fortaleza me disse que em 2014, ainda na Suécia, foi procurado por um dirigente do Ceará.

Na mesma época o Fortaleza já o havia consultado sobre uma possível volta do jogador ao Brasil.

Sobralense ouviu desse dirigente alvinegro uma proposta de pré-contrato.

Documento que poderia ser assinado 6 meses antes do fim do contrato do jogador com o clube sueco.

Além de contratar um camisa 10, o Ceará daria um balão no Fortaleza, que sonhava com o meia-atacante.

“Salário era bom, condições de trabalho também, era pra jogar Série B, mas o coração dizia que tava errado”,

contou Daniel com a expressão de constrangimento no rosto.

Tempos depois, de férias na terra natal, teve um encontro sem querer com um dirigente alvinegro.

Um esbarrão que poderia terminar em negócio.

Mas não terminou.

Daniel resolveu esperar, se livrar de qualquer multa do clube europeu e decidir.

Segundo ele, ouviu o coração e assinou com o Fortaleza.

Era o clube que ele se havia se identificado desde sua passagem pelo Pici em 2004.

Esse meu papo com o Sobralense aconteceu em frente a uma padaria.

Também em um encontro casual.

Daniel com a família, calçava chinelos de dedo e vestia bermuda e camiseta.

Na época, fazia tratamento por conta de uma lesão muscular.

E se despia de qualquer frescura pra conversar sobre futebol.

Simplicidade e tranquilidade irreconhecíveis em campo no Clássico-Rei final.

O camisa 10 tricolor fez um gol de encher os olhos, brigou, discutiu, comemorou e chorou.

Venceu as lesões, a desconfiança e perdeu com gosto para a própria intuição.

 

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