A mágica do Icasa

Publicado em 27/10/2013

Coelho verde

“Não existe mágica no futebol”.

Já ouviu essa frase?

Pra lá de comum no meio esportivo.

E que não se encaixa no Verdão do Cariri.

O Icasa faz mágica na Série B do Brasileiro.

Como pode ser tão competitivo o time de menor orçamento da competição?

A folha salarial da equipe de Juazeiro do Norte não chega a 250 mil reais por mês.

Valor que mal paga por exemplo, o salário do Valdívia no Palmeiras.

Que é menos da metade da quantia gasta pelo Ceará com o elenco e comissão técnica.

Entre outros times que gozam de maior prestígio junto a patrocinadores e investidores.

Com 50 pontos e na quinta colocação, dá pra chegar lá.

E a mágica está aí, exatamente aí.

Com um grupo formado por apostas e contratações cirúrgicas, a coisa andou.

Um time barato, mas cheio de vontade.

Uma comissão técnica barata, mas com comando e pulso firme.

E uma diretoria determinada a bancar um planejamento segurando a pressão externa.

Quer um exemplo?

Tadeu era capitão e artilheiro do Icasa.

Foi dispensado na reta final da segundona.

Saiu numa boa, porque é grato ao treinador e não podia reclamar.

Estava deitado no sofá de casa, sem clube e sem mercado.

Tinha histórico de indisciplina no mundo da bola.

Recebeu um telefonema de Sidney Morais e por 11 mil reais topou jogar peloVerdão.

Isso foi uma aposta. Bem barata essa aposta.

E deu certo por 3 meses.

Quando o jogador perdeu o foco, saiu de cena.

Ou melhor,  tiraram ele de cena.

Sem sequelas. Sem ninguém perder o comando.

O torcedor ‘chiou’, claro. Não sabia e nem sabe da missa, um terço.

Tadeu ajudou o clube, foi ajudado e a relação custo-benefício deu uma goleada.

E assim, por essas e outras, faz mágica o Icasa.

E nessa reta final da Série B, se o Verdão tirar um coelho da cartola, pode subir.

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